Uma vez me disseram “Nunca fique amigo de quem você está afim.” A recíproca também é verdadeira “Nunca fique afim de quem é seu amigo.” Como se pudéssemos seguir estes conselhos. Mas não é disso que venho aqui lhes falar hoje [prometo um dia discorrer exaustivamente sobre este tema]. Na verdade tem um pouco haver com o assunto, pois eu sou a prova viva de que se pode haver vida e amizade pós-namoro.
Como tudo na vida tem um começo, e um meio que leva a um fim, também vou seguir esta ordem.
Eu era apenas mais um estudante do segundo grau em busca de diversão na noite de sábado. Depois de muito procurar, acabei indo a um show onde meus amigos me falaram que estariam.
Paguei, entrei e não os encontrei. Como já havia entrado resolvi ficar por lá mesmo, pensei: “Deve ter alguém que eu conheça aqui.” E tinha, um vizinho meu, então fiquei com o grupo que ele estava. Um grupo de cinco pessoas, dois homens e três lindas garotas, dentre elas Liz, irmã da menina que estava ficando com meu amigo.
Instantaneamente, toda minha atenção se voltou para Liz, e seus Cabelos negros como a noite em contraste com sua pele branca, seria difícil que não a notasse. Ela era linda.
Lógico que pedi a ele para que me apresentasse Liz, que se mostrou muito agradável, divertida, inteligente, a garota perfeita. A garota perfeita para mim.
Nunca fui muito bom de xavecos, então tentei prolongar o máximo possível a nossa conversa até que elaborasse uma tática eficaz para conseguir ficar com ela.
O tempo passava, a noite estava acabando, e nada, não me veio nenhuma ideia de como passar da barreira do “apenas conhecidos” para “possíveis namorados”. Resolvi apelar para velha e boa fórmula que nunca deixará ninguém na mão.
Respirei fundo, estufei o peito, olhei-a nos olhos, e falei que ela era linda, que queria muito ficar com ela, conhece-la melhor. Ser direto nunca vai deixar ninguém na mão [mas use com moderação].
Ela ficou em silêncio por longos trinta segundos e disse:
-Não! – sorrindo.
Encarei este sorriso como um estímulo para insistir mais algumas vezes. E era verdade, Liz estava apenas me testando para ver o quando eu estava afim de ficar com ela. Mas agora teria que quebrar um pouco da barreira imposta por ela, até que ela me propôs:
- Eu fico com você se... você disser o meu nome.... – disse ela.
Nesta hora vi tudo o que levei noite toda para construir desabar.
Como eu podia ter me esquecido de seu nome dela? Na verdade nem tinha prestado atenção quando ela me falou seu nome. Não o havia escutado direito e não perguntei novamente também. Isso era imperdoável.
Então, ela vendo meu desespero, e que eu definitivamente não me lembraria de seu nome sem ajuda, começou a fazer gestos com a mão. Primeiro fez o L do alfabeto surdo-mudo, depois o I, nem precisou fazer a ultima letra.
Instantaneamente falei o nome dela, LIZ, e ela sorriu. Neste momento nos beijamos, tão suavemente e ao mesmo tempo tão intensamente, o mundo ao nosso redor sumiu, a musica parou de tocar, éramos apenas nós dois naquele grande salão.
Quando nossos lábios se separaram, tudo voltou a ser como era, bom quase tudo, agora que tinha sentido calor de seus lábios e seu abraço “macio”, sabia que aquilo não iria durar apenas aquela noite, então a deixei na casa de sua amiga, mas não antes de pegar seu telefone.
No outro dia à tarde liguei para Liz. Ela não estava em casa, mas eu sabia que ela não estaria. Liz havia me dito na noite anterior que ficaria na casa de sua amiga para um churrasco. Apenas deixei um recado para ver se ela me retornaria.
Passou o domingo inteiro e nada dela me ligar. Na segunda, cheguei em casa do meu trabalho de meio período e fique assistindo televisão, já certo de que ela me ligaria. Não tinha certeza se deveria ligar novamente em sua casa. Quando de repente, o telefone toca, era para mim, era Liz, neste dia conversamos por telefone por mais de quarenta minutos, e durante toda a semana foi assim. Como morávamos muito longe um do outro este era o único jeito de mantermos contato.
No fim de semana resolvemos nos encontrar em uma festa de formatura num clube perto de sua casa, ela estava linda, ainda mais linda que da última vez que a vi, ficamos juntos, caminhamos e conversamos até que chegamos à porta de sua casa, onde ficamos juntos por horas. Sua presença sempre me agradou. Sempre gostei de garotas inteligentes e que me façam rir, e Liz sempre foi assim em toda sua essência.
O tempo foi passando, e com isso parei de ligar para Liz, mesmo gostando dela, até hoje não sei o que me passou pela cabeça, até que um dia paramos de nos falar de vez.
Passado alguns meses, fui a uma festa de casamento com minha irmã, lá reencontrei Liz, como sempre ela conseguia ser a pessoa mais deslumbrante de qualquer festa, Liz tinha um brilho especial que a fazia sempre estar a frente das demais garotas, por mais bonitas que as outras fossem, seria sempre Liz estaria em foco. Um dia desses um amigo meu falou que “beleza é um misto de forma e conteúdo”, Liz é aprova viva de que ele tem razão.
Conversamos por horas como se nada tivesse acontecido. Sua conversa sempre me agradou, rimos e sorrimos muito naquela tarde de sábado. E como se nada estivesse acontecido, tentei beija-la. Ela, como não poderia ser diferente, não permitiu e disse:
-Você fica dois meses sem me ligar, e acha que pode chegar e me beija assim...- disse Liz para mim, dentre outras coisas.
O que eu havia feito não tinha desculpas, ficar sem dar notícias, ainda mais quando fiquei sabendo que ela havia me procurado. Tive que me contentar com um beijo de despedida [no rosto]. Nem imaginava que esta seriai a ultima vez que tentaria ficar com ela. Mas não foi a última que me arrependi de não ter dado mais valor a Liz.
Alguns anos se passaram sem que tivéssemos notícias um do outro, até o destino nos fez reencontrarmos mais uma vez. Desta vez em um clube de nossa cidade, neste momento eu e Liz começávamos a nos tornar amigos, sempre que ela e sua irmã iam ao clube me ligavam. Por meses nos encontramos até que o inverno resolveu nos separar mais uma vez. Durante alguns aniversários ela me escreveu, algumas vezes fui a sua casa, mas ainda assim nos distanciamos mais uma vez.
Tempos depois mudei para perto de sua casa, sempre que podia ia visitá-la, ela e sua irmã, sempre arrumávamos motivos para ficar horas falando de nada, apenas conversando. Até que me mudei novamente para longe da casa de Liz, e nos separamos mais uma vez.
Outros anos se passaram, e novamente aquele indivíduo chamado destino resolveu cruzar nossos caminhos mais uma vez, desta vez no cursinho pré-vestibular. Brincávamos de brigar a aula inteira, nesta época ela já tinha o seu atual namorado, eu também tinha minhas namoradas. Saímos algumas vezes, rimos muitas vezes, trocamos presentes de Natal, e desaparecemos das vidas um do outro novamente.
Dez anos se passaram desde que nos conhecemos, e deste então. Agora nossos contatos e resumes a encontros casuais e troca de mensagens pela internet. Apesar de não estarmos muito próximos, ou de termos novos amigos e novos amores, sempre que podemos trocamos informações, sempre que podemos tentamos nos ver.
Por quê? Bom, como eu disse antes, a presença de Liz me agrada.
Quantas pessoas legais você conhecei e ficou pelo caminho?
Sente a falta delas?
Com certeza elas sentem a sua.
Eu era apenas mais um estudante do segundo grau em busca de diversão na noite de sábado. Depois de muito procurar, acabei indo a um show onde meus amigos me falaram que estariam.
Paguei, entrei e não os encontrei. Como já havia entrado resolvi ficar por lá mesmo, pensei: “Deve ter alguém que eu conheça aqui.” E tinha, um vizinho meu, então fiquei com o grupo que ele estava. Um grupo de cinco pessoas, dois homens e três lindas garotas, dentre elas Liz, irmã da menina que estava ficando com meu amigo.
Instantaneamente, toda minha atenção se voltou para Liz, e seus Cabelos negros como a noite em contraste com sua pele branca, seria difícil que não a notasse. Ela era linda.
Lógico que pedi a ele para que me apresentasse Liz, que se mostrou muito agradável, divertida, inteligente, a garota perfeita. A garota perfeita para mim.
Nunca fui muito bom de xavecos, então tentei prolongar o máximo possível a nossa conversa até que elaborasse uma tática eficaz para conseguir ficar com ela.
O tempo passava, a noite estava acabando, e nada, não me veio nenhuma ideia de como passar da barreira do “apenas conhecidos” para “possíveis namorados”. Resolvi apelar para velha e boa fórmula que nunca deixará ninguém na mão.
Respirei fundo, estufei o peito, olhei-a nos olhos, e falei que ela era linda, que queria muito ficar com ela, conhece-la melhor. Ser direto nunca vai deixar ninguém na mão [mas use com moderação].
Ela ficou em silêncio por longos trinta segundos e disse:
-Não! – sorrindo.
Encarei este sorriso como um estímulo para insistir mais algumas vezes. E era verdade, Liz estava apenas me testando para ver o quando eu estava afim de ficar com ela. Mas agora teria que quebrar um pouco da barreira imposta por ela, até que ela me propôs:
- Eu fico com você se... você disser o meu nome.... – disse ela.
Nesta hora vi tudo o que levei noite toda para construir desabar.
Como eu podia ter me esquecido de seu nome dela? Na verdade nem tinha prestado atenção quando ela me falou seu nome. Não o havia escutado direito e não perguntei novamente também. Isso era imperdoável.
Então, ela vendo meu desespero, e que eu definitivamente não me lembraria de seu nome sem ajuda, começou a fazer gestos com a mão. Primeiro fez o L do alfabeto surdo-mudo, depois o I, nem precisou fazer a ultima letra.
Instantaneamente falei o nome dela, LIZ, e ela sorriu. Neste momento nos beijamos, tão suavemente e ao mesmo tempo tão intensamente, o mundo ao nosso redor sumiu, a musica parou de tocar, éramos apenas nós dois naquele grande salão.
Quando nossos lábios se separaram, tudo voltou a ser como era, bom quase tudo, agora que tinha sentido calor de seus lábios e seu abraço “macio”, sabia que aquilo não iria durar apenas aquela noite, então a deixei na casa de sua amiga, mas não antes de pegar seu telefone.
No outro dia à tarde liguei para Liz. Ela não estava em casa, mas eu sabia que ela não estaria. Liz havia me dito na noite anterior que ficaria na casa de sua amiga para um churrasco. Apenas deixei um recado para ver se ela me retornaria.
Passou o domingo inteiro e nada dela me ligar. Na segunda, cheguei em casa do meu trabalho de meio período e fique assistindo televisão, já certo de que ela me ligaria. Não tinha certeza se deveria ligar novamente em sua casa. Quando de repente, o telefone toca, era para mim, era Liz, neste dia conversamos por telefone por mais de quarenta minutos, e durante toda a semana foi assim. Como morávamos muito longe um do outro este era o único jeito de mantermos contato.
No fim de semana resolvemos nos encontrar em uma festa de formatura num clube perto de sua casa, ela estava linda, ainda mais linda que da última vez que a vi, ficamos juntos, caminhamos e conversamos até que chegamos à porta de sua casa, onde ficamos juntos por horas. Sua presença sempre me agradou. Sempre gostei de garotas inteligentes e que me façam rir, e Liz sempre foi assim em toda sua essência.
O tempo foi passando, e com isso parei de ligar para Liz, mesmo gostando dela, até hoje não sei o que me passou pela cabeça, até que um dia paramos de nos falar de vez.
Passado alguns meses, fui a uma festa de casamento com minha irmã, lá reencontrei Liz, como sempre ela conseguia ser a pessoa mais deslumbrante de qualquer festa, Liz tinha um brilho especial que a fazia sempre estar a frente das demais garotas, por mais bonitas que as outras fossem, seria sempre Liz estaria em foco. Um dia desses um amigo meu falou que “beleza é um misto de forma e conteúdo”, Liz é aprova viva de que ele tem razão.
Conversamos por horas como se nada tivesse acontecido. Sua conversa sempre me agradou, rimos e sorrimos muito naquela tarde de sábado. E como se nada estivesse acontecido, tentei beija-la. Ela, como não poderia ser diferente, não permitiu e disse:
-Você fica dois meses sem me ligar, e acha que pode chegar e me beija assim...- disse Liz para mim, dentre outras coisas.
O que eu havia feito não tinha desculpas, ficar sem dar notícias, ainda mais quando fiquei sabendo que ela havia me procurado. Tive que me contentar com um beijo de despedida [no rosto]. Nem imaginava que esta seriai a ultima vez que tentaria ficar com ela. Mas não foi a última que me arrependi de não ter dado mais valor a Liz.
Alguns anos se passaram sem que tivéssemos notícias um do outro, até o destino nos fez reencontrarmos mais uma vez. Desta vez em um clube de nossa cidade, neste momento eu e Liz começávamos a nos tornar amigos, sempre que ela e sua irmã iam ao clube me ligavam. Por meses nos encontramos até que o inverno resolveu nos separar mais uma vez. Durante alguns aniversários ela me escreveu, algumas vezes fui a sua casa, mas ainda assim nos distanciamos mais uma vez.
Tempos depois mudei para perto de sua casa, sempre que podia ia visitá-la, ela e sua irmã, sempre arrumávamos motivos para ficar horas falando de nada, apenas conversando. Até que me mudei novamente para longe da casa de Liz, e nos separamos mais uma vez.
Outros anos se passaram, e novamente aquele indivíduo chamado destino resolveu cruzar nossos caminhos mais uma vez, desta vez no cursinho pré-vestibular. Brincávamos de brigar a aula inteira, nesta época ela já tinha o seu atual namorado, eu também tinha minhas namoradas. Saímos algumas vezes, rimos muitas vezes, trocamos presentes de Natal, e desaparecemos das vidas um do outro novamente.
Dez anos se passaram desde que nos conhecemos, e deste então. Agora nossos contatos e resumes a encontros casuais e troca de mensagens pela internet. Apesar de não estarmos muito próximos, ou de termos novos amigos e novos amores, sempre que podemos trocamos informações, sempre que podemos tentamos nos ver.
Por quê? Bom, como eu disse antes, a presença de Liz me agrada.
Quantas pessoas legais você conhecei e ficou pelo caminho?
Sente a falta delas?
Com certeza elas sentem a sua.

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