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Liberde ainda que tardia…



Hoje alguém me fez lembrar de um sentimento que a muito não sentia, então percebi como estou preso em uma gaiola que eu mesmo construí.

“Cada vez ir mais rápido, cada vez ir mais alto, toda vez que cair levantar, e buscar melhorar, sentir que estou melhor, nem que seja apenas um pouco, mas melhor que ontem”.


Era assim que vivia há tão distantes 7 anos atrás. Bastava calçar os meus patins inline que toda a cidade de Uberlândia virava minha pista particular. Não havia escada, corrimão, parede ou qualquer outra coisa que pudesse me parar. Passar por cima, por baixo, pular, esquiar, cair, machucar.


Cada dor que sinto hoje nos dias frios por conta de uma torção no tornozelo, cada cicatriz em meu corpo, são as provas dos caminhos que percorri, uma  época em que voar era um hábito e não uma ambição.

Houve uma época em que passar mais de 20 minutos na frente do computador era entediante,  e ter telefone celular era forma de ser reprimido e assim perder todo o sossego. Houve uma época em que esta mesma cadeira que eu estou sentado agora servia apenas para colocar a toalha molhada.

O mesmo se aplica às pessoas a minha volta, algumas me deixam preso, outras me fazem sentir preso. Mas existem várias pessoas que me fazem livres, e eu escolho acreditar nestas.
Se nós nascemos livres, então devemos viver assim.
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Sobre Welington Hungria

Welington Hungria, estudou Direito pela Universidade Federal de Uberlandia, trabalha como Treinador Corporativo Pleno, escreve sobre fantasia, cotidiano, e as vezes algo que realmente importe.
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