Alguns posts atrás [clique aqui e veja], eu falei do meu dia tentando conseguir emprego em uma grande empresa de telemarketing,, aquela mesma que “Iria estar me ligando”. E não é que ela ligou mesmo.
No horário marcado, às nove horas da madrugada compareci para a “entrevista final” e pensei – “Agora sei por que todos preferem marcar uma entrevista coletiva”. Com cara, cabelo e tudo mais de sono, entrei na sala de entrevista, eu e mais onzedesempregados companheiros. Percebi que seriamos entrevistados coletivamente.
Enquanto uns tremiam de vergonha, outros nem tinham vergonha de demonstrar que estavam com sono. Tinha o grupo do primeiro emprego, dos Ex-Mac-Escravos, dos ex-funcionários da empresa que sabiam tudo sobre tudo, e eu, um pobre rapaz estudante da Federal de Direito que precisava de um trabalho tranqüilo e um pouco de grana se der.
E Começa a corrida rumo às vagas!!!
Todos um a um falaram de si e responderam as mesmas perguntas [um saco], os Ex-Mac-Escravos fazendo cara de coitados, nos mostrando que sempre tem um emprego pior que o seu, a galera do primeiro emprego fazendo questão de falar que eram bolsistas do Pro-Uni, às vezes acham que é vantagem não conseguir passar em um vestibular, se endividar com o governo para conseguir o que deveria ser dado de graça a eles, vai saber.
Mas o pessoal mais interessante é realmente a turma dos Ex-Funcionários, eles são “dinâmicos, trabalham em equipe, querem crescer na empresa [apesar de terem pedido para ser demitidos tempos antes], e são Pró-Ativos”, mesmo que a maioria deles não saiba o que é isso.
Depois de longas duas horas de entrevistas e respostas repetitivas, e muita exaltação do ego interno humano, chegou a minha vez de falar.
Falei, sobre mim, sobre minha qualificação, meus planos junto com a empresa, mas todos os lugares que vou procurar emprego tem sempre aquela velha pergunta que me persegue, a mim e a todos: “Você está quase acabando o curso de Direito, por que não procura um trabalho em sua área?”
Primeiro: porque não é as sua conta [resposta mental, é claro].
Aqui em Uberlândia tem mais de dez faculdades de direito que soltam em média 2000 [dois mil] formandos, e cerca de 1000 [um mil] consegue passar no exame da OAB, isso em uma cidade de 700.000 [setecentos mil] habitantes, não estudei 5 anos para me matar de trabalhar e ganhar R$ 1000,00 ou R$ 2.000,00, e não ter férias, décimo terceiro.
Quando falei em R$ 2.000,00 de salário, o pessoal ficou meio chocado, não os entrevistadores, mas os concorrentes, e até escutei um “R$ 1.000,00 para mim esta bom”, mas parece que meu papo de não trabalhar muito para ganhar pouco deu certo [ou eles estavam mesmo precisando contratar], uma das moças que realizaou a entrevista disse ter gostado da minha resposta, pois eu não me limitei à “minha área de atuação para galgar uma posição no concorrido mercado de trabalho”.
Agora é só começar o treinamento e trabalhar e “galgar” meu espaço.
No horário marcado, às nove horas da madrugada compareci para a “entrevista final” e pensei – “Agora sei por que todos preferem marcar uma entrevista coletiva”. Com cara, cabelo e tudo mais de sono, entrei na sala de entrevista, eu e mais onze
Enquanto uns tremiam de vergonha, outros nem tinham vergonha de demonstrar que estavam com sono. Tinha o grupo do primeiro emprego, dos Ex-Mac-Escravos, dos ex-funcionários da empresa que sabiam tudo sobre tudo, e eu, um pobre rapaz estudante da Federal de Direito que precisava de um trabalho tranqüilo e um pouco de grana se der.
E Começa a corrida rumo às vagas!!!
Todos um a um falaram de si e responderam as mesmas perguntas [um saco], os Ex-Mac-Escravos fazendo cara de coitados, nos mostrando que sempre tem um emprego pior que o seu, a galera do primeiro emprego fazendo questão de falar que eram bolsistas do Pro-Uni, às vezes acham que é vantagem não conseguir passar em um vestibular, se endividar com o governo para conseguir o que deveria ser dado de graça a eles, vai saber.
Mas o pessoal mais interessante é realmente a turma dos Ex-Funcionários, eles são “dinâmicos, trabalham em equipe, querem crescer na empresa [apesar de terem pedido para ser demitidos tempos antes], e são Pró-Ativos”, mesmo que a maioria deles não saiba o que é isso.
“proativo, termo relativamente novo em língua portuguesa, com origem no inglês "pro-active/proactive" e que se refere a algo ou alguém que antecipa futuros problemas, necessidades ou mudanças, que seja capaz de mudar eventos em vez de reagir a eles, fazendo com que as coisas aconteçam; é ser ágil e competente”
Depois de longas duas horas de entrevistas e respostas repetitivas, e muita exaltação do ego interno humano, chegou a minha vez de falar.
Falei, sobre mim, sobre minha qualificação, meus planos junto com a empresa, mas todos os lugares que vou procurar emprego tem sempre aquela velha pergunta que me persegue, a mim e a todos: “Você está quase acabando o curso de Direito, por que não procura um trabalho em sua área?”
Primeiro: porque não é as sua conta [resposta mental, é claro].
Aqui em Uberlândia tem mais de dez faculdades de direito que soltam em média 2000 [dois mil] formandos, e cerca de 1000 [um mil] consegue passar no exame da OAB, isso em uma cidade de 700.000 [setecentos mil] habitantes, não estudei 5 anos para me matar de trabalhar e ganhar R$ 1000,00 ou R$ 2.000,00, e não ter férias, décimo terceiro.
Quando falei em R$ 2.000,00 de salário, o pessoal ficou meio chocado, não os entrevistadores, mas os concorrentes, e até escutei um “R$ 1.000,00 para mim esta bom”, mas parece que meu papo de não trabalhar muito para ganhar pouco deu certo [ou eles estavam mesmo precisando contratar], uma das moças que realizaou a entrevista disse ter gostado da minha resposta, pois eu não me limitei à “minha área de atuação para galgar uma posição no concorrido mercado de trabalho”.
Agora é só começar o treinamento e trabalhar e “galgar” meu espaço.

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