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Prólogo - O nascimento de um Herói - I

Livro: Um Lugar chamado Sidhelian
Titulo: Elementais do Ar
Prólogo - O nascimento de um Herói - I

“Todos que foram, os que vieram e os que ficaram, todos nós lutamos por esse momento. Ganhamos a amizade dos que nos odiavam, fomos traídos por quem amamos. Seja como for, estamos aqui agora, e esta noite, somente esta noite, temos o poder de controlar o nosso destino. Por isso peço ao Céu e a Terra que nos protejam.”, pensou Liew, enquanto caminhava pelo acampamento montado em frente o Castelo da Noite.

Depois de um ano de intensas batalhas, a guerra estava para ter um fim. Tudo seria decidido de um jeito ou de outro, nesta noite no início de Abril. Não se tratava apenas de vencer ou perder, mas toda a esperança, de um povo, toda sua fé estavam depositadas neste momento. E graças a Liew e seus companheiros, este foi o primeiro momento, em mais de mil anos que o povo de Sidhelian puderam ter esperança de se tornarem livres do domínio de Lorde Tahr, o Ultimo Imortal.

Era fim de tarde, o Sol já se rendia ao horizonte, tornando o céu da cor do fogo. Hoje o Sol ardia mais intensamente, contraponto a tempestade que se aproximava pelo leste, dividindo o céu em cinza e laranja.

“Todos os seres querem ver como vamos nos sair hoje.”, pensou Sophie, enquanto seguia Liew até o centro do acampamento, onde faria em breve, um pronunciamento.

Chegando no local, Liew fixou seu olhar em cada um de seus companheiros, homens, fadas, bestas, uma verdadeira legião de diferentes seres e origens, com apenas um objetivo comum, o direito de sobreviver, direito que lhes fora tirado com o renascimento do Tirano Imortal.

- Meus caros amigos – começou ele – hoje, de um jeito ou de outro nossa jornada termina. Neste tempo ganhamos e perdemos amigos, descobrimos irmãos, lutamos juntos como um só, mas hoje somente hoje, teremos a chance de mostrar que nada disso foi em vão.

Todas os milhares de soldados que ali estavam, saudaram o rapaz, ele tinha se tornado um herói nessas terras.

- Mas desde já lhes aviso, talvez a maioria de nós não veja o nascer do Sol pela manhã. Por isso estou dispensando todos os que quiserem retornar para suas casas. Faltam ainda seis horas, até que possamos atacar o Castelo, Enquanto isso, peço somente que mantenham doze sentinelas, enquanto eu e os outros capitães descansamos. Os demais estão dispensados para voltarem para suas casas. Viveremos neste momento por toda eternidade.

Ao pronunciar estas palavras, Liew causou um grande balburdio em todo o acampamento. Alguns estavam felizes por poder voltar para casa, outros indignados pela dispensa. Mas o fato é que ninguém entendeu as intenções de dele.

Enquanto caminhavam de volta para suas barracas, Shopie perguntou para Liew o motivo de tão repentino ato de dispensa dos soldados.

Liew então, demonstrando confiança em seu ato respondeu: “ Sophie, somente quatro de nós conseguira entrar no Castelo, precisaremos de mais um para enfraquecer os escudos por fora, e os demais lutarão com os Generais de Tahr, mantendo-os ocupados, para que possamos derrota-lo

- É um bom plano, mas por que você dispensou os soldados? Eles podem nos ajudar muito ainda.

- Podem sim, eu os dispensei para protegê-los, sobraram apenas os Generais, e eles são muito fortes, somente nosso Capitães tem força equivalente a deles, por isso, eu so dispensei, para evitar que morressem lutando com algum deles.

Caminharam mais um pouco, então Liew disse:

- Sophie, quero que você mande alguém retornar com Marine para a Vila do Sol, lá ela estará segura. Depois descanse, será uma longa noite.

Então subitamente, Sophie deu soco no ombro de Liew e disse a sua já característica frase: “ Para de fingir que é o melhor”. E saiu para atender ao pedido do amigo.

Liew sorriu, entrou em sua barraca para descansar. Ao deitar começou a relembrar de como o destino conspirou para que ele estivesse ali, naquele momento.
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Sobre Welington Hungria

Welington Hungria, estudou Direito pela Universidade Federal de Uberlandia, trabalha como Treinador Corporativo Pleno, escreve sobre fantasia, cotidiano, e as vezes algo que realmente importe.
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